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Setor de moda brasileiro + case das Havaianas

20 de September de 2010

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=779

Depois das orações e meditações da manhã, vamos ao trabalho!😉

Havaianas: ícone de moda brasileira no exterior

Características do mercado de moda brasileiro:

  • 2º maior setor de divisas do país (só perde pra construção civil)
  • é a maior fonte de empregos para a mão-de-obra feminina
  • tem mais de 19.400 empresas registradas
  • fatura mais de 18 bilhões de dólares por ano

No cenário mundial da moda, o Brasil é:

  • 2º maior produtos de índigo
  • 3º maior de malhas
  • 5º maior de confecção
  • 6º maior produtos de têxteis (auto-suficiente em algodão, produz 7,2 bilhões de peças de vestuário por ano)
  • 7º maior de fios e filamentos
  • 8º maior produtor de tecidos

E, no entanto, a única empresa de moda brasileira reconhecida no exterior é a Havaianas. Carlos Miele, Alexandre Herchcovith, Alexandre Birman, Osklen e outros tem visibilidade e seus respectivos nichos de mercado, mas não a imagem e fama das Havaianas – um ícone de moda brasileira lá fora e um dos maiores cases de marketing nacionais.

[Diga-se de passagem, semana passada, estive numa palestra de um executivo das Havaianas – infelizmente foi como uma da Glória Kalil em que estive há umas duas semanas: uma chuva no molhado…]

“Moda gêmea e emburrada (risos!)”

No mais, com um setor de moda tão portentoso como o nosso, por que não temos mais empresas representativas da moda brasileira lá fora?

  1. A história do design é recente no nosso país (nos anos 50 surgem as primeiras escolas). O mercado de design gráfico é mais amadurecido que o de design de produto e o de design de moda. Falta percepção do valor do design por parte do empresariado.
  2. Aliás, o termo design de moda é recente nos departamentos das empresas brasileiras – prevalecem os termos Estilo e Estilista, que é uma outra conotação, não a de projeto sistêmico (design).
  3. No setor de calçados, por exemplo, é comum o modelista ser também o estilista (meu pai é um exemplo dessa geração, dos anos 70, 80 e 90 e até hoje). Falta formar equipes com talentos e funções definidas.
  4. A nossa criação em moda ainda está baseada na cópia. Nas empresas de moda aqui em Belo Horizonte, isso é crucial: copiam mesmo. (Aliás, isso foi uma das coisas que me levou a pedir demissão: não existe ética alguma na cópia). A cópia é regra… uma tristeza!😦
  5. Custos de importação e exportação, custos de publicidade e marketing, impostos, encargos trabalhistas, tributações mil…
  6. A incrível importação de produtos chineses (não só têxteis) por grande parte das empresas brasileiras, inclusive grandes marcas renomadas que os revendem com sua logomarca. E produto chinês a gente sabe o que significa: ínfima qualidade, competitivos por preço e não design.
  7. País colonizado, admirador da estética do estrangeiro, aquela ladainha que sabemos, e que o Sérgio Buarque de Holanda e o Gilberto Freyre descrevem tão bem… Falta uma “moda tropical”, digna dos “trópicos”, brasileira. Temos que começar logo essa história!!😉

Emanuella de Paula: modelo brasileira, mistura de holandês com índios e negros

A maior parte desses dados estão em ABRAVEST, IEMI, ABEST e livros da Sandra Regina Rech, Erika Palomino, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre.

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