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Características dos consumidores de produtos éticos

23 de January de 2011

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=1230

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Hiperconsumo e anticonsumo

            Certas mudanças de comportamento contemporâneas são por vezes apresentadas como signo precursor da superação da sociedade de hiperconsumo. Pesquisas assinalam que 15% a 20% dos consumidores podem ser considerados “anticonsumidores” que

  • optam por produtos éticos,
  • recusam a identificação com as marcas,
  • compram alimentos biodinâmicos,
  • interrogam-se sobre o impacto ambiental dos produtos: comportamentos que demonstram uma preocupação em ser antes ator “responsável” que vítima passiva do mercado.
  • Aceitando a ideia de pagar mais caro por produtos que preservam o meio ambiente,
  • informando-se sobre as condições sociais nas quais os artigos são fabricados,
  • esforçando-se por minimizar seu consumo de energia (casa ecológica, transporte),
  • esses consumidores de um novo gênero envolvem-se pessoalmente em seu modo de consumo.

            Se a fase III favorece a “loucura compradora”, vê desenvolver-se, ao mesmo tempo, um consumidor engajado, “responsável”, para o qual o ato de compra não deve ser separado de uma interrogação ética ou cidadã. A sociedade de hiperconsumo acha-se corroída por dentro por essas novas atitudes? É testemunha de aspirações e de comportamentos que minam a excrescência consumista?

            É inegável que esses grupos de compradores representam uma dissidência em relação ao modelo frenético do superconsumo. Eles querem

  • consumir “de modo diferencial”,
  • recusam comprar para jogar fora,
  • denunciam os excessos do acondicionamento,
  • mostram-se preocupados com o desenvolvimento duradouro,
  • criticam a busca sistemática da novidade,
  • abandonam as grandes marcas por produtos menos caros.

É forçoso observar, porém, que eles não constituem de modo algum um grupo de “desconsumidores”. Seu intuito não é sair do universo consumista: a prova disso é que gastam mais que a média dos consumidores em muitas das referências de produtos o que lhes importa é consumir “melhor”, escolher produtos de melhor qualidade, mais respeitadores do meio ambiente. Trata-se de comprar de maneira “inteligente”, como um sujeito, não como um fantoche-consumidor.

Fonte: LIPOVETSKY, G. A felicidade paradoxal. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. P. 343 e 344.
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