Skip to content

Ferri Calçados: bom design brasileiro

5 de April de 2011

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=1488

Da Ferri, soube que são calçados feitos de modo artesanal, que a empresa está no mercado há 25 anos e que tem três lojas próprias (shoppings Morumbi, Higienópolis e Villa-Lobos, em SP).

Queria adquirir os dois calçados abaixo! Mas a marca está sem site e eu não encontro em BH!

Dedos e calcanhar aparecem “pela metade” na sandália-sem-salto ou sapatilha-rasteira da Ferri

Reparem nas proporções: nem sapatilha, nem sandália, nem rasteira. Os dedos abertos, mas o peito do pé coberto. Não cobre, nem descobre o calcanhar. Quando eu tinha uns 11 anos, as meninas do colegial usavam um dockside sem a parte posterior, com o calcâneo descoberto. (Não lembro o nome desse calçado…).

A dica é: cobrir os dedos e o peito do pé, mas libertar o calcanhar. Por que? Torna a forma de caminhar ainda mais despojada, não só pela estética, mas pela questão (anti)ergonômica de ligeiramente “chutar”/empurrar o próprio calçado.

Palhinha trançada, couro natural e salto médio no oxford brasileiríssimo da Ferri

Esse é o Oxford mais brasileiro e mais bonito que eu já vi! A palhinha trançada, tão característica da estética “quatrocentão” (anos 40 e 50) do Brasil, mais o couro com aspecto natural, no melhor estilo “quanto mais velho e desgastado fica, mais bonito é”, transmitem as características de: artesanal, natural, ecológico (no sentido que Gilberto Freyre utiliza, para estética condizente com a ecologia/ética do local). Sem falar no salto médio e grosso, ideal para o conforto do caminhar.

Nesse sentido, eu, ao contrário da Stella McCartney (vegetariana, defensora dos animais, utiliza peles e couros sintéticos / a base de polímeros, e que há duas semanas lançou uma coleção para a fast fashion C&A), apóio o uso do couro natural (pronto, falei!) – e não do material sintético que o mimetiza visualmente – nos acessórios e vestuário. Por que? Porque dura mais, permanece, fica bonito com o uso – ao contrário do sintético, em grande parte vindo da China, país que sintetiza uma “pá” de predicativos negativos/insustentáveis.

No comments yet

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: