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A instituição legal das ecobags em BH + o caos da pelemania na Arezzo + a roça do vô Zezinho

26 de April de 2011

 

Semana santa foi o seguinte:

1) Campanha “O Futuro está em nossas mãos – sacola plástica nunca mais”

Começou a vigorar uma lei (9529/08) em Belo Horizonte, cujo efeito é a compra e uso forçado de sacolas e bolsas retornáveis – ou ecobags, pra quem quiser fazer confusão com o termo. A lei proíbe a disponibilização gratuita de sacolas plásticas convencionais (a sacolinha de supermercado, por ex.). Por outro lado, estabelecimentos comerciais podem oferecer, a preço de custo (19 centavos), sacolas biodegradáveis/compostáveis, feita à base de amido de milho e que leva seis meses (na teoria, pois agentes externos podem acelerar a catalização) para se decompor.

O assunto é polêmico, sendo alguns tópicos de levantar os ânimos: sacolas de supermercado são usadas para armazenar lixo, logo, haverá aumento do consumo de sacos de lixo preto, para cumprirem a função das sacolinhas; a indústria das sacolinhas vai quebrar; a indústria das sacolinhas vai ganhar mais dinheiro que nunca; os supermercados estão apenas vendendo bolsas reutilizáveis que não são necessariamente ecológicas, ou seja, não estão educando o consumidor a mudar de hábito, mas se aproveitando de uma nova demanda de consumo forçada pela Lei; não há como verificar se todos os estabelecimentos estão seguindo a lei; as bolsas reutilizáveis das Lojas Americanas são de polímero e feitas na China (eu comprei duas hoje só pra falar mal com propriedade ehehe); e por aí vai o assunto inesgotável…

2) Pele de raposa “sustentável” na Arezzo

De segunda workaholic a sexta-feira santa, várias pessoas vieram falar comigo sobre a tal pele de raposa importada nos produtos da Arezzo. Só deu a Pelemania (nome da campanha da Arezzo) nos blogs, face e na Folha de São Paulo (que começou a reportagem). Confesso que eu, consumidora Arezzo, já havia marcado no catálogo para comprar uma bolsa linda de pêlo, que custava uns 220 reais. Não podia imaginar que fosse pêlo de raposa!!! Na minha cabeça, era óbvio demais que fosse sintético… Affff… A indignação foi geral e os produtos estão sendo retirados das lojas. Foi uma palhaçada…

No site da Arezzo, há a seguinte nota:

Prezados consumidores,

A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. Por isso, viemos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão. Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores. E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas. Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.

O assunto é hiper-controverso. O diretor da empresa afirma que pele de coelho vale, porque o coelho faz parte da cadeia alimentar e que a pele da raposa era sustentável… Afff…

3) Roça do vô Zezinho: é moda guardar rebanhos

 

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

 

http://modaetica.com.br/?p=1673

Cafuné na vaca de “Atom Heart Mother”, disco de 1970 da minha banda favorita!🙂

E eu – num comportamento escapista, de retorno à vida no campo, com direito a estampas liberty e materiais rústicos – fui me alienar de tudo em Pouso Alegre, sul de Minas, na roça do meu avô. Pois é tempo de Alberto Caeiro e de Pink Floyd, de comportamento psicodélico-pacífico, de pasto, da anti-metafísica, de simplicidade, anos 70, de guardar rebanhos…!

Trechos de Meu olhar, de Alberto Caeiro
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender …

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…

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