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Minas Trend Preview: amigos, Raiz da Terra, malha de cânhamo, kitsch

27 de May de 2011

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=1899

Nem contei né, mas estive lá no Minas Trend Preview circulando, encontrando com um conhecido aqui, outro ali, até que cheguei no stand da Raiz da Terra.

Moda ética da Raiz da Terra: taí um dos looks mais sexy que eu havia projetado; as fendas vão se abrindo com o balançar do andar. “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina, que vem e que passa, num doce balanço, a caminho do mar”…

Em 2009, eu trabalhei como estagiária e, certo tempo depois, como estilista na Raiz da Terra, única empresa de moda ética de Belo Horizonte, que participa inclusive do Ethical Fashion Show. Eu inclusive havia sido chamada a trabalhar lá por causa deste blog.

Logo ao chegar ao stand, uma das pessoas que trabalha lá veio conversar comigo, com muito jeitinho, querendo um esclarecimento de uma história absurda: quando eu saí de lá, umas pessoas inventaram que eu ia levar a coleção pra desenvolver em outra empresa!

– AFFF!! Claro que não!! Não fui trabalhar em nenhuma outra empresa de moda e jamais faria algo assim! Pedi desculpas pelo mal entendido e tudo. Falar a verdade, nem senti raiva nem nada – é passado, tá esquecido e perdoado. Acho que essa gente devia usar a criatividade para inventar coisas mais produtivas!

Versatilidade na moda ética. Essa camisa que eu havia projetado podia ser ajustada na barra e na gola, sugerindo outras formas de uso (aumentando o ciclo de uso!), como saída de praia, por ex. A peça foi feita em voil de algodão, bem leve, fresca e colorida. Havia vendido muito bem.

Mas foi bom, bom encontrar velhos amigos que me deram uma oportunidade legal na época. E a Raiz da Terra estava com uma coleção super bem-feita, que tinha, inclusive, diversas peças na malha de cânhamo (a qual, por sinal, é muito gostosa, “é o maior barato” ehehe).

Tornando a falar do Minas Trend Preview, o balanço foi o seguinte:

  • pouco movimento no penúltimo dia (acho que era por ser sexta-feira 13 ehehehe);
  • diversas marcas de outros estados estavam presentes. Logo de cara, topei com o Renato Kherlakian (opa! coincidência, estou usando uma jaqueta da saudosa Zoomp neste momento em que escrevo);
  • perfil principal de comprador: a madame do interior, oxigenada, siliconada, bronzeada, emergente, dourada, fake, mas cheia de grana pra injetar na sua loja multimarcas;
  • as marcas de acessórios, salvo algumas exceções, apresentaram as mais belas cópias européias, fiquei de queixo caído com a cara-de-pau;
  • as bijuterias (ou semi-joias ou joias, o termo que convir) estavam bem carregadas, máxi e pesadas;
  • entre as marcas de vestuário, havia um joio no meio do trigo: uma marca Mineira chamada M Rodarte! Ow… o povo perdeu o brio no rosto meeesmo! Porque, pra quem está chegando de Marte no Mundo da Moda, existe uma marca bastante conceituada e famosa, chamada Rodarte! Temo, na próxima edição, encontrar uma “Docce Cabbanna”, “Chapel”, “Gutchi Gutchi”… o kitsch sempre se supera!
  • em suma, o balanço é positivo. O evento melhorou demais, nem tem comparação com edições anteriores. Profissionalizou-se. Estava organizado e bem localizado. E tinha sim comprador internacional.
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