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Green Vogue 2009 + Vogue Verde 2011 = utopia da hipercultura

18 de July de 2011

Vogue “green”, EUA, junho, 2009.

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=2531

Em junho de 2009, a Vogue americana lançou a famosa green issue ou Green Vogue”, como ficou mais conhecida. Em banca de aeroporto, a edição custava em torno de 40 reais. Tinha Cameron Diaz (não tinha mais ninguém? hello?) simbolizando a ideologia da mulher ecológica (fake). Li e constatei a abordagem de sustentabilidade profunda como um pires da tal Vogue.

Vogue “verde”, Brasil, julho, 2011. Quatro capas diferentes, porque as imagens de Gisele estimulam o consumo e compra de Vogue.

Dois anos depois, a Vogue Brasil – que está revendo seu layout e conteúdo (e ainda pode rever mais…) – lançou a sua edição verde, toda dedicada a sustentabilidade ambiental e de acordo com o cenário de hipertecnologia, isto é, no qual se mantém ou aumenta o padrão de consumo, mas de forma a causar o mínimo de impacto ambiental. É uma abordagem válida e justificada de uma revista feminina que incentiva o consumo de novidades em produtos de moda expoentes de um estilo de vida fashion, hype, glam, rich.

Mapa da fictícia ilha de Utopia, livro homônimo de Thomas Morus (ou Thomas More), de 1516.

No melhor dos mundos ou na ilha da Utopia, a Vogue falaria em diminuir o consumo de moda, incentivando um comportamento sustentável e também minimizando o impacto ambiental – cenário hipercultural (do qual falam Manzini e Vezzoli).

Vogue logo illustration, por Gemma Milly (2010).

Considerando rapidamente que:

  • a moda sustentável foi um modismo em 2004 na Europa e EUA;
  • a moda sustentável foi um modismo em 2007 no Brasil (diversos fatos corroboram essa colocação),
  • a Vogue green (EUA) se dá em 2009;
  • a Vogue verde (Brasil) é lançada em 2011;
  • a Vogue é uma revista compromissada com a moda do momento (trata bem mais de “modismo” que de “tendência”; nós, estilistas sérios, a consideramos uma revista feminina e não de tendência de moda propriamente).

    Stella McCartney verão 2012 com estampa inspirada em pteridófitas, silhueta clássica, economia de tecido.

Nós podemos concordar com Stella McCartney  (filha do Paul; estilista expoente com foco em sustentabilidade ambiental e hipertecnológica) que:

moda sustentável não se trata mais de um modismo, mas de um direcionamento do mercado de moda.

Uma das melhores entrevistas com Stella pode ser lida no The Guardian aqui.

Stella McCartney, além de ser vegan e ter diversos hábitos ecológicos, é uma das estilistas com maior poder de influência nos direcionamentos da moda sustentável. E ela não tem destaque em nenhuma das duas Vogues, mesmo sendo adorada por fashionistas.

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