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Filosofia para o bom estilo (atemporal, essencial, universal e necessário)

20 de July de 2011

O icônico perfume Chanel nº 5 (publicidade de 1958) é considerado vintage e clássico. Mas não nos enganemos com essas duas características! Elas não necessariamente representam um bom estilo, um estilo atemporal.

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=2553

A seguir, observações de Schiller sobre o estilo, de 1792-93.

“O oposto da maneira é o estilo, que nada mais é do que a suprema independência da apresentação perante todas as determinações subjetiva e objetivamente contingentes.

Pura objetividade da apresentação é a essência do bom estilo: o princípio supremo das artes.

O estilo está para a maneira como o modo de agir a partir de princípios formais está para um modo de agir a partir de máximas empíricas (princípios subjetivos). O estilo é uma completa elevação sobre o contingente rumo ao universal e necessário.”

Bolsa Chanel 2.55, de 1955. Possivelmente, é a bolsa mais copiada atualmente (já há alguns anos!!), das grandes grifes das grandes metrópoles aos camelôs do interior. Um produto popular, que atende ao gosto de todas as camadas sociais, não necessariamente tem um estilo atemporal. Mas, no caso dessa bolsa, ela é sim um exemplo de bom estilo. Hoje, neste exato momento, não a carregamos nos ombros (embora sua alça permita duas possibilidades de uso), mas nas mãos, como fosse carteira.

Universal e necessário, universal e necessário… Isso soa tão Papanek, designer e educador americano considerado um dos primeiros a questionar a responsabilidade e moralidade do designer. Flusser, filósofo em voga, também questionou, mas sem apontar soluções de projeto.

Isso me faz pensar (antes uma ideia inconclusa que convicção, pois já rezava Nietzsche, “as convicções são prisões”) que há uma fundamentação objetiva do que podemos definir como estilo atemporal, digno de objetos que não saem de moda – simplesmente não saem de moda por terem um bom estilo. Isso, definitivamente, não é fácil. Demanda muita simplicidade. Mas aí já estamos falando de outros fundamentos da estética de Schiller…

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