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A ética e tendência da toga-túnica egípcia

25 de July de 2011

Kalasiris, longa túnica unissex, e chanti, saia masculina. Não há imagens na internet para a toga-túnica egípcia.

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=2576

Informação que consta em O império do efêmero, do filósofo-mor da moda Gilles Lipovetsky, e que foi assimilada / compilada / parafraseada / citada / roubada em n-trabalhos acadêmicos e posts sem os devidos créditos, diz que:

No Egito antigo, o mesmo tipo de toga-túnica comum aos dois sexos manteve-se por quase quinze séculos com uma permanência quase absoluta (…). – p. 29

Observação: naquela época, não havia conceito de moda, o qual começa a se esboçar no final da Idade Média, com a burguesia copiando as roupas da corte, e os velhos ricos procurando se distinguir dos novos ricos, fazendo rodar a máquina. Mas moda mesmo, enquanto prêt-à-porter, surge na França, 300 anos depois, com Charles Frederick Worth, ok?

Vestimenta egípcia.

Logo, dessa citação, pretendo ir além do meramente compilado e ressaltar o seguinte:

  1. androginia: a roupa respeita – e não impõe! – a escolha social do gênero/sexo
  2. atemporalidade: 1.500 anos sem mudar nada
  3. simplicidade: não há costuras, não há lojas, não há… 
  4. facilidade de produção + handmade: não haviam máquinas!
  5. moulage + respeito ao formato do corpo: tecido enrolado e ajustado conforme o corpo
  6. não tingimento: eram brancas, mesmo havendo pigmentos naturais
  7. tecido natural: como o algodão, linho e cânhamo
  8. acabamento natural: as egípcias usavam uma cera no tecido para ajustá-lo ao corpo, cobrindo o todo, mas de forma sensual
  9. flexibilidade de uso: toga-túnica = toga + túnica, duas roupas em uma, ampliando as possibilidades de uso
  10. sensualidade inversa: mulheres não revelam pernas, barriga ou peito, cobrindo-os, de forma a revelar contornos e não pele. Homens mostram músculos e pelos (atributos de masculinidade) e usam saias largas (peça de vestuário estigmatizada como feminina).

Todos esses itens nós veremos se consolidar na moda sustentável nos próximos anos… É projetar com o olhar para mais de 3.000 anos de história do vestuário.

Nefertiti (= “a mais bela chegou”) e o faraó Akhenaton (ex Amen-hotep), que reinaram no Antigo Egito, +/- 1.300 anos antes de Cristo.

Em 2007, a coleção Amazon Guardians da Osklen, com foco em moda sustentável, apresentou diversos desses conceitos implicitamente. Aliás, essa coleção é um marco na moda sustentável brasileira (vide minha monografia).

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Trackbacks

  1. Tá bonito, de saia ou de vestido! « luciana duarte . moda ética

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