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Poliuretana/o da mamona

9 de August de 2011

Ricinus communis OU mamona, para os mais íntimos.

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=2690

Um dos materiais que sempre me interessou e que finalmente vou poder trabalhar com ele (yes!) é a resina de poliuretano com poliol vegetal, isto é, da mamona!

Apesar das folhas se parecerem com outra planta (ham?!), a mamona não dá para fumar nem cheirar – é altamente tóxica. Três sementes matam uma criança, mais de oito matam um adulto.

Mas, falemos do PU (poliuretano) a base de mamona, ou também resina vegetal com óleo de mamona, dentre outras designações, que pode ser usado para substituir o PU comum, o qual é amplamente utilizado na indústria calçadista, seja em colas, acabamentos de materiais (muitos “couros sintéticos”, ou melhor, laminados sintéticos, são a base de PU) e solados.

Calçado com revestimento interno em PU almofadado, solado em PU e laminado sintético preto em PU. Um lixo.

Em outros setores, aparece fortemente na indústria automobilística (estofamento, isolamento, preenchimento de para-lamas e para-choques, pneus rígidos, etc.), na indústria de eletrodomésticos (preenchimento das carcaças, isolante térmico) e moveleiro (estofamento).

Única aplicação benéfica dele é em preservativos para as pessoas que tem alergia à látex.

Para quem tem alergia à látex, recomenda-se preserativo de poliuretano. Mas, os mesmos podem ser substituídos pelos à base de látex, cuja camada de material é fina – ou seja: menor impacto ambiental, mais sensibilidade e mais segurança também.

Devo dizer, a despeito de qualquer moralismo sinônimo de ignorância, e até porque esse tipo de informação é útil para a sociedade: mas eu tive um namorado querido que era alérgico, e nunca achei desses preservativos a base de PU para comprar – no entanto, os mesmos podem ser substituídos (testes comprovaram) pelas do tipo látex extra-sensitive, isto é, compostas por uma camada extremamente fina, porém resistente. Particularmente, por princípios ecológicos e de responsabilidade ambiental, sou a favor dessas de látex que usam o mínimo de material e inclusive proporcionam mais conforto e mais sensibilidade… E aí também tem que ser slow sex (como slow fashion e slow food), mas aí já é outra história.

Bem, o PU é mesmo uma droga – solução vulgar dos projetos de design – em termos de sustentabilidade ambiental!

Já o PU derivado do óleo de mamona é mais interessante por causar menor impacto ambiental. A mamona também é usada no biodiesel.

Saiba mais:

E deixa eu ir pra reunião no Depto de Química lá da UFMG, falar das cadeias de uretana, polióis vegetais e resíduos têxteis…

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