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Kung Fu + biomimética

1 de September de 2011

Quando jogava Street Fighter com meu primo, eu e minha irmã disputávamos para “ser” a Chun Li. Para não brigar na vida real, eu deixava ela ser (irmã mais nova…).

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=2879

Essa semana comecei a praticar Kung Fu, por isso os posts estão meio desatualizados, ainda não me organizei com os horários. Logo nesta semana em que batemos recorde anual novamente de acessos…

Mas tudo bem, ela podia ser a Chun Li, eu queria mesmo ser era a Saori Kido, dos Cavaleiros do Zodíaco. A franja que uso é por causa dela e até hoje tenho compulsão por desenhá-la, desde os sete anos. Por causa dela, peguei gosto pelo desenho e, dezessete anos depois, acabei indo dar aula de croqui de moda no Design de Moda da UFMG. Bobagem desmerecer os ícones da infância. O dia que virar faixa preta no Kung Fu será devido a Chun Li e a não-violência com minha irmã.

Bem, Kung Fu. O que me interessou foi simular os movimentos dos animais (ok, falando sério, controlar a força e a dor, melhorar percepção do corpo, disciplina, introspecção, concentração, etc.) – mas já vi que tem muito mais gelo (e é duro e frio mesmo, aliás, grosso modo Kung Fu significa trabalho duro) abaixo da pontinha desse iceberg. Até o momento, estou aprendendo a economizar a energia do meu corpo nas posições base das pernas e otmizar os movimentos para se preparar para a luta.

Simular os movimentos dos animais é algo paralelo com o conceito de biomimética (bios, vida + mímesis, imitação = imitação da vida), recente e promissora área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, das características de fenômenos observados nos seres vivos, a fim de aplicar tais conhecimentos na idealização de novas técnicas e construção de novos aparelhos.

Tão bobo quanto não dar valor a um personagem de mangá é menosprezar um carrapicho. Ou seja, tudo está a nos inspirar.

O design e a engenharia têm olhado para a biomimética. Inspirado nos carrapichos (quer coisa mais ordinária, no bom tom, para se inspirar?), um engenheiro suiço inventou o velcro, em 1941. E o velcro, como nós podemos ver, é uma das soluções de projeto mais corriqueiras, especialmente em acessórios de moda.

Velcro: tão comum na moda quanto o carrapicho no mato, que o inspirou.

Moral da história: dar valor nas pequenezas da natureza interior e exterior. Com o tempo e a persistência, elas se transformam em coisas grandes. (Ok, sei que soa auto-ajuda, mas é a real).

Microscopia eletrônica de varredura (MEV para os íntimos) do velcro.

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