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Novas mudanças + o papel dos designers (projetistas)

5 de October de 2011

Venha ver o novo!

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=3121

Finalmente, mudei o layout do blog (assinantes por e-mail, confiram!), privilegiando a leitura dos posts. Como disse o namorado, “promovi os posts a gerente do blog”, rs. O novo layout (do WordPress mesmo) atende melhor o fluxo de cliques no blog, mas é ainda um layout de transição, de teste, para o próximo que vou planejar com cuidado, com designer gráfico e programador.

A vontade de carregar a própria casa para um novo endereço OU mudar de casa e de endereço? O NEONOMADISMO, um dos principais comportamentos do homem hoje, é carregar sua casa consigo, carregar tudo (notebook, comida, roupa, etc) no carro. 

Sei que ainda há muito a melhorar, mas vamos com um passo de cada vez. Quando fazemos um redesign, quando propomos alguma mudança em um projeto já existente, não podemos ser muito radicais, porque as pessoas tem que se acostumar com o novo, senti-lo de maneira amigável – e não bruscamente. A coisa funciona no seguinte esquema:

coisa existente >>> redesign da coisa >>> inovação da coisa

Sem a etapa de transição (que podem ser várias, e até uma questão de estratégia da empresa), isto é, sem o redesign (ok, a maior parte dos designers detesta fazer adaptações no que já existe, a gente prefere começar do zero), o caldo pode desandar absolutamente. Um dia a gente vai acordar desse papo mercadológico sobre a urgência da inovação e se dar conta de que há mudanças graduais.

Carro é um trombolho anti-ecológico. Melhor juntar os vizinhos e carregar a casa. Opa! mas tá muito pesada, é muito material, muita matéria! Ah, então é melhor DESMATERIALIZAR os objetos, um dos principais direcionamentos da sustentabilidade no design e na engenharia. Desmaterializar produtos e processos.

Pessoalmente, não compartilho dessa visão evolucionista dos produtos (que vem desse pensamento darwiano, típico do século 19), que prega um produto novo melhor que o anterior. Não! Sou mais a visão antropológica (como a que Duvignaud propõe na Sociologia da Arte; há uns anos fiz curso de Antropologia da Arte) para os produtos: os bons, médios e ruins coexistem e cada qual tem seu valor e sua moral para seu respectivo usuário.Nós estamos no século 21, na plena pós-modernidade, em que a moral é relativa e a Verdade é multifacetada.

Relógio de forma multifacetada de Diane von Furstenberg para a H. Stern. Desde 2008, mais fortemente, vem se consolidando a estética das FORMAS LAPIDADAS. Karl Lagerfeld, da Chanel, fez uma coleção para a Rosenthal (cerâmica) nessa época; Dior fez embalagens de maquiagem “lapidadas”. A arquitetura contemporânea super enfatiza essa geometria. Eu cheguei a fazer um exercício de projeto (embalagem de perfume) em 2009 que privilegiava essa estética do MULTIFACETADO. Se a gente for olhar para trás, foi Picasso (ok, Braque também) que iniciou essa desconstrução da totalidade, tornando-a visível em suas diversas verdades – Cubismo (do séc. 19 ao 20).

Manizi e Vezzoli (2005, p. 71) diriam, sobre o papel dos projetistas, que:

O projetista não tem a legitimidade e nem os instrumentos para obrigar (através de leis) ou para convencer (através de considerações morais) qualquer um a modificar o próprio comportamento. […] ele só pode oferecer soluções, isto é, produtos e serviços que qualquer pessoa possa reconhecer como melhores do que os oferecidos anteriormente.

O projetista só pode atuar em relação aos sistemas sociais e econômicos já existentes, e em relação às demandas desses sistemas. O que significa que pode (e deve) ser crítico nos confrontos do já existente, mas não pode ter uma postura radical (pois nesse caso pode perder a possibilidade de desempenhar qualquer papel como projetista).

Nossa, mas então, o que que dá para o designer fazer???

Os autores afirmam que:

contribuir com o aumento do número de alternativas, estratégias de soluções de problemas

promover as suas capacidades (habilidades e possibilidades) de intervir pessoal e diretamente na definição dos resultados e dos meios para alcançá-los

pode estimular a sua imaginação, isto é, a sua propensão a vislumbrar soluções ainda não expressas claramente […] tentar influenciar o mundo existente

Devemos lembrar que estamos em um momento histórico de transição para a sustentabilidade. E Manzini e Vezzoli apontam a tarefa do projetista, rumo à sustentabilidade:

não é a de projetar estilos sustentáveis

é propor oportunidades que tornem praticáveis estilos sustentáveis de vida

Ah, quer ouvir mais?

Então toca Raul! Toca Rauuuulll!!!

E toca um dos maiores rappers (dos meus preferidos) que já passou neste mundo, Tupac, falando de mudanças:

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