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O que é furoshiki?

30 de December de 2011

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=3345

Nesta semana, há uma busca frequente por “furoshiki” no Google que tem direcionado os internautas para este blog. Já há tempos tem ocorrido uma crescente busca por essa palavra, intensificada antes de ontem por uma reportagem (essa sim, digna) do Jornal Hoje em Dia, da Globo.

Em setembro, escrevi sobre furoshiki e ecobags, em um artigo acadêmico na área de Engenharia de Produção. Em geral, não gosto de colocar esses textos científicos aqui no blog, mas devido à intensa procura pela palavra, segue o mesmo na íntegra.

O artigo foi apresentado no VII Simpósio Acadêmico de Engenharia de Produção – Universidade Federal de Viçosa.

Sacolas Plásticas, Ecobags e Furoshiki: uma discussão sobre adequação de produtos e tecnologias

Luana Lott Alves (UFMG) luanalott@gmail.com

Aline Capanema de Barros (UFMG) abarros2707@gmail.com

Luciana Duarte (UFMG) lucianajung@gmail.com

Elbert Muller Nigri (UFMG) elbertnigri@yahoo.com.br

Eduardo Romeiro Filho (UFMG) romeiro@ufmg.br

Resumo: A proibição do fornecimento gratuito e uso de sacolas plásticas no comércio, que vem ocorrendo em muitas cidades do país, traz a necessidade da adoção de novos mecanismos para o transporte de mercadorias pelos clientes. Este artigo tem por objetivo contribuir para uma discussão deste tema, apresentando e discutindo criticamente algumas das alternativas às sacolas plásticas comumente fornecidas pelo comércio, sendo uma discussão sobre as características, vantagens e desvantagens de cada opção é apresentada. Por fim, apresenta-se a Furoshiki, técnica de embrulho utilizada no Japão, como alternativa viável às sacolas plásticas.

Palavras-chave: Sacolas Plásticas; Sustentabilidade; Ecobag; Furoshiki.

1. Introdução

O modelo econômico adotado no mundo ocidental a partir da revolução industrial, em especial no sistema capitalista atual, preconiza o consumo como elemento fundamental do crescimento econômico. O “foco no cliente” é um dos princípios das abordagens voltadas para a qualidade, seja em produtos como em serviços. Neste sentido, o oferecimento de embalagens (sacolas) para produtos adquiridos no comércio tornou-se um critério básico de cordialidade junto aos consumidores, funcionando muitas vezes como elemento de marketing e publicidade para o lojista, em especial no caso de supermercados.

Por outro lado, o elevado consumo de sacolas tornou-se um problema. Estima-se que no Brasil foram consumidas 17,9 bilhões de sacolas durante o ano de 2007, pico da produção e do consumo destes itens. Desde então, o consumo vem se reduzindo, chegando a ser 20% menor em 2010, o que representa uma redução de quase 3,9 bilhões de sacolas (O ESTADO DE SÃO PAULO, 2010). Esta redução é extremamente benéfica, e pode ser atribuída a campanhas de conscientização para o uso consciente e normalização de restrição de utilização por parte do poder público, como o que vem ocorrendo em diversas cidades no país.

Além disso, as sacolas plásticas devem ser substituídas por outros mecanismos de transporte para os produtos adquiridos, mantendo as funções do sistema anterior com vantagens do ponto de vista econômico, social e, especialmente, ambiental. Neste caso, cabe avaliar e comparar as diversas soluções encontradas no mercado para tal função (transporte de mercadorias pelos clientes), definindo parâmetros que possam auxiliar os consumidores, comerciantes e gestores públicos na decisão de troca.

Sendo assim, este trabalho tem por objetivos (1) discutir a utilização de sacolas plásticas utilizadas pelo comércio, (2) apresentar algumas soluções alternativas atualmente disponíveis e (3) discutir aspectos positivos e negativos das diferentes opções. Para subsidiar esta discussão, foi utilizada como método de pesquisa um levantamento de mercado, a partir de busca junto a fornecedores, revisão de literatura e entrevistas com especialistas em moda e confecção.

2. Revisão de literatura

2.1 Princípios de Sustentabilidade

Sustentabilidade é um conceito sistêmico relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Sua proposta surgiu no final do século XX como parte do processo de reflexão para o equacionamento de problemas ambientais (AFONSO, 2006). É um meio de configurar a civilização e suas características de tal forma que a sociedade e as atividades econômicas possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, preservando a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção desses ideais. Esta procura promover o desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de maneira controlada, racionalizada e com planejamento.

Sua aplicação se baseia no uso de fontes de energia limpas e renováveis, na criação de atitudes pessoais e empresariais voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos e no desenvolvimento de uma gestão sustentável nas empresas, com o intuito de diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolver produtos com baixo consumo de energia. Para subsidiar as decisões e formulações políticas de curto ou longo prazo, é importante o entendimento da provável evolução do consumo na sociedade. A sustentabilidade requer um processo de reavaliação e reposicionamento dos modos de vida da sociedade e isto implica um processo de aprendizado coletivo que é, por natureza, lento e complexo (SANTOS, 2009).

A sustentabilidade não pode ser vista como inimiga dos negócios e sim, como responsabilidade coletiva pois, esta busca, suprir as necessidades da sociedade enquanto assegura a preservação de recursos naturais. Ações para melhorar o ambiente global se fazem necessárias, o que implica na adoção de práticas de consumo e produção (otimização de processos, melhoramento de design e maior controle das operações) sustentáveis.

Na década de 1970, o design verde propôs uma recentralização do design no homem, focando no produto e nos processos industriais e sem deixar de fazer uma reflexão sobre o consumo (CASTRO e CARRARO, 2008). Nota-se que esta década foi marcada pela introdução de produtos sustentáveis no mercado e, por consumidores mais “conscientes” de suas reais necessidades. Dando continuidade a essa visão de uma cadeia produtiva sustentável idéias, na segunda metade da década de 1990 (VEZZOLI, 2010), o termo ecodesign, que é o conceito de ciclo de vida do produto, ou Life Cycle Design (MANZINI e VEZZOLI, 2005).

A idéia de eco-produtos passa-se, então, para a esfera gerencial dando origem a eco-gerência de produtos (CASTRO e CARRARO, Op. Cit). Segundo estes autores, o conceito posterior ao do ecodesign, o “design para a sustentabilidade” é caracterizado por: ampliar o conceito de sustentabilidade, questionar da função do produto, influenciar os padrões de consumo e destacar a responsabilidade do consumidor. O design para a sustentabilidade, tido como uma área de conhecimento, ampliou seu escopo e atuação: “do design para o ciclo de vida (ou ecodesign) para o design de sistemas ecoeficientes (que envolve tanto o produto quanto o serviço) e para o design para a coesão e a igualdade social” (VEZZOLI, 2007). Atualmente, é possível observar um cenário de complexidade, isto é, dinâmico, fluído, “repleto de códigos” e “difícil de ser compreendido”:

ela se molda pela inter-relação, também recorrente, entre empresa, mercado, produto, consumo e cultura (que, por sua vez, age de forma interdependente no seu contexto ambiental). A complexidade tende a tensões contraditórias e imprevisíveis e, através de bruscas transformações, impõe contínuas adaptações e reorganização do sistema em nível de produção, da venda e do consumo nos moldes conhecidos (DE MORAES, 2008, p. 17).

Nesse contexto de incertezas e mutações, é traçado o cenário de uma sociedade sustentável, como possibilidade de um futuro possível (MANZINI e VEZZOLI, 2005). Esse cenário fundamenta-se na constatação da ação sinérgica entre a “emergência dos limites ambientais” e “os processos de globalização econômica e cultural”, relacionados à “difusão das tecnologias da informação e da comunicação”. Tal sinergia levaria a uma “descontinuidade sistêmica”, o que também caracteriza o atual cenário de complexidade. O problema é como “imaginar a transição para a sustentabilidade”. Não se trata de transitar da complexidade para a sustentabilidade que é desejável, porém utópico, mas de projetar condições sustentáveis dentro de um cenário de complexidade, afinal, de acordo com os mesmos autores, “a construção de um cenário é muito mais uma atividade de projeto do que uma atividade científica”. Há duas formas de se fazer isso, que os autores chamam de “cenário hiper-tecnológico” e “cenário hipercultural”.

A proposta do cenário hiper-tecnológico baseia-se na redução do consumo de recursos naturais, desmaterializando processos produtivos e aplicando princípios da ecologia industrial, de modo a manter o mesmo ritmo de consumo. A Análise do Ciclo de Vida, método que permite analisar o impacto ambiental de um produto, serviço, sistema ou processo, é um exemplo de conceito que se relaciona a este cenário. Já o cenário hipercultural diz respeito à redução da produção e do consumo, mediante uma mudança cultural significativa:

Se a uma redução dos consumos dos recursos corresponder uma redução paralela da disponibilidade de produtos, não vai ser necessário, de fato, fazer mudanças substanciais no sistema técnico: a verdadeira inovação, nesse caso, estaria na mudança radical do conceito de bem-estar social (MANZINI e VEZZOLI, 2005).

2.2 Produtos Sustentáveis

De acordo com a ética e estética da sustentabilidade, produtos e serviços têm sido ofertados pelo setor de moda respondendo a demandas do mercado consumidor, como o green consumerism (MANZINI, 2005). Assim como tentando projetar uma nova forma de consumo e de estilo de vida, voltados para o bem dos indivíduos e da sociedade. O desenvolvimento de produtos ambientalmente sustentáveis é uma das principais atividades das empresas comprometidas com a gestão ambiental efetiva. A partir da década de 1980, iniciou-se a incorporação ao Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP), dos requisitos ambientais, por meio do estudo do seu ciclo de vida em resposta as crescentes pressões sociais para a inserção da gestão ambiental no âmbito de planejamento estratégico do setor industrial, rumo a uma maior sustentabilidade nos sistemas de produção (VEZZOLI, 2007).

A incorporação dos requisitos ambientais no PDP tende a responder as pressões internas e externas à empresa, tais como, as políticas públicas voltadas ao uso racional dos recursos naturais e ao controle e prevenção da poluição, traduzidas na forma de normas e leis; às determinações do mercado, formado por consumidores e investidores, que gradativamente estão mudando seus valores, tornando-se mais sustentáveis; aos interesses da sociedade, expressos através das ações dos cidadãos e do terceiro setor; a necessidade de redução do consumo de água e energia nos processos produtivos, de adoção de insumos menos tóxicos na fabricação e de redução do volume e periculosidade dos resíduos, entre outros (AZEVEDO e NOLASCO, 2009).

Sendo assim, as empresas vêm se preocupando cada vez mais em desenvolver produtos que têm o mínimo impacto ambiental, desde o processo de extração de matéria-prima até o seu descarte final. Há hoje uma série de ferramentas disponíveis para a análise desses impactos, o que pode auxiliar a tomada de decisões e as posturas gerenciais da empresa. Entre elas destaca-se a Análise do Ciclo de Vida (ACV), que permite avaliar qualitativamente e quantitativamente os impactos do ciclo de vida de um produto.

3. Alternativas de uso

Dentre as principais alternativas às sacolas plásticas, podemos citar: caixas de papelão (disponíveis no próprio supermercado), as tradicionais sacolas de feira com fibra natural (ex. palha, ráfia), caixotes de polímero (como usados em feiras e supermercados), carrinhos de feira, sacolas oxibiodegradáveis e ecobags em geral.

As caixas de papelão e os caixotes de polímero comportam maior volume de compras, sendo seu formato paralelepípidico, aliado ao peso que suportam, ideal para transporte por carro ou outro meio auxiliar de locomoção. Entretanto, ao serem utilizadas como lixeiras (da mesma forma que as sacolas plásticas), acabam por contaminarem-se com lixo orgânico, o que inviabiliza sua reciclagem.

As sacolas de feiras confeccionadas de fibras naturais (material ecológico) são muito populares há décadas no Brasil. Em geral, assemelham-se a uma bolsa de tamanho grande e possuem alça para mão. Dificilmente essa bolsa se acomoda bem nos ombros. Logo, seu volume, que pode comportar maior peso (ex. sacos de arroz, sacos de açúcar), é ideal para um usuário com bom preparo físico, pois exige força nas mãos e braços. Nesse sentido, tais sacolas, caixas e caixotes podem ser observados empiricamente sendo usados principalmente por homens.

Os carrinhos de feira, em geral de metal e com rodas em polímero, também populares no país, configuram-se como um objeto de transporte intermediário, que muitas vezes necessita acomodar outras sacolas ou caixas contendo as compras. Estes são utilizados por ambos os sexos e por pessoas mais idosas.

As sacolas oxibiodegradáveis nada mais são que o mesmo modelo de sacola plástica convencional, porém feito de material que se degrada naturalmente em até 180 dias. Como esse material reage com o ar e a água, é ideal que seu ciclo de uso seja curto. A prática de guardar essas sacolas para servirem de sacolas para armazenar lixo (finalidade que as demais opções não permitem) não é recomendável, pois se observa que, dependendo das condições de armazenamento após transporte, as mesmas craquelam, isto é, apresentam espécie de trincas na estrutura, não sendo resistentes para acomodar o lixo.

Nesse contexto, as ecobags são produtos emblemáticos da moda ética, por terem se tornado muito populares e disseminadas, principalmente em supermercados, feiras e diversas lojas. Além disso, tornaram-se um produto promocional para agregar valor ambiental às empresas que as ofertam como brinde. A principal função das ecobags é substituir as sacolas plásticas nas compras, de modo a diminuir o impacto ambiental causado pelo descarte das mesmas.

A primeira bolsa chamada de “ecobag” foi criada em 2007 por Anya Hindmarch (figura 1), quando ela “resolveu incluir em sua coleção um modelo polêmico a começar pelo preço, muito longe de seu ticket médio de mil dólares” (PACCE, 2009). Ao custo de 15 dólares, a ecobag com os dizeres “I’m not a plastic bag” (Eu não sou uma sacola de plástico), visava substituir as sacolas plásticas, que tanto agridem o meio ambiente.

FIGURA 1 – Primeira ecobag. Fonte: http://lucianaduarte.org/category/ecobag (2011).

No entanto, observa-se que as sacolas comercializadas como ecobag nem sempre visam minizar o impacto ambiental, privilegiando aspectos de estilo e moda. Além disso, diversas bolsas não se configuram como ergonômicas nem adequadas ao uso a que se destinam, sendo verdadeiros empecilhos para se fazer compras.

Sabe-se que o conceito de ecobag vem sendo debatido, embora a discussão não tenha sido encontrada na literatura. Por caracterizar-se como uma sacola destinada a fazer compras, estaria implícito em sua finalidade o incentivo ao consumo indo na contramão da redução de impacto ambiental por meio da redução do consumo. Também por ser confeccionada de diversos materiais (ao contrário das caixas de papelão, polímero e sacolas de feira, que são monomateriais, logo, fáceis de serem processados e reciclados, portanto mais sustentáveis ambientalmente) e por estar inserida na dinâmica da moda, que envolve a consideração sobre elementos de estilo em voga e possível obsolescência em função de aspectos estéticos, as ecobags não corresponderiam ao contexto de produto ecológico propriamente.

Um exemplo de bolsa que pode ser considerada verdadeiramente ecológica se feita de material “verde” e por processo produtivo limpo, é a Furoshiki. Considerada técnica tradicional de embrulho no Japão, a Furoshiki consiste em um tecido cortado e costurado de forma quadrangular, como uma toalha de mesa, cujas amarrações propõe novas configurações do produto de acordo com o uso e com o objeto a ser acomodado na bolsa.

A Furoshiki surgiu no período Edo (1603 – 1867), época em que os senhores feudais frequentavam os banhos públicos e carregavam seu vestuário embrulhado em Furoshiki. Cada bolsa do tipo Furoshiki era identificada com o brasão da família de quem a usasse, sendo um objeto de distinção social. Sabe-se que no período Edo havia muitos incêndios, valendo-se a Furoshiki de mala de mudança, equivalente a trouxa brasileira, acomodando os objetos nas costas e na cabeça.

Após a segunda Guerra Mundial, com o advento dos sintéticos na moda e com a produção de sacolas plásticas, a Furoshiki começou a entrar em desuso, perdendo sua popularidade. Com o intuinto de resgatar o uso do Furoshiki como ecobag, para subsituir as sacolas plásticas, a ex-ministra do Meio Ambiente do Japão, Yuriko Koike, lançou a campanha Mottainai Furoshiki, baseada no conceito dos 3R (reduzir, reutilizar e reciclar).

Figura 2 – Possibilidades de configurações da Furoshiki. Fonte: http://lucianaduarte.org/category/ecobag (2011).

A ecobag do tipo Furoshiki, se feita de material ecologicamente correto (como algodão orgânico, malha de bambu, linho, fibra de cânhamo, dentre outras possibilidades de tecidos com boa flexibilidade para amarrações e de boa resistência mecânica) e de modo limpo, considerando os princípios do ecodesign, representa uma excelente alternativa às sacolas plásticas.

Todavia o uso da ferramenta Análise do Ciclo de Vida é de suma importância para fornecer mais dados sobre o impacto ambiental da Furoshiki, sendo uma oportunidade de estudo poder comparar tal análise com a ACV das sacolas plásticas.

4. Considerações finais

O mercado atual requer soluções originais para problemas ligados ao desenvolvimento de produtos adequados às novas restrições de produção, de forma a atender aos requisitos de sustentabilidade necessários aos produtos industriais. Para tanto, a tecnologia vem sendo apontada como fator importante para a solução de demandas como a redução do impacto ambiental na cadeia produtiva.

Por outro lado, a perspectiva de inovação tecnológica constante, a partir de uma abordagem “hiper-tecnológica”, é um modelo que também possui seus limites e sofre em função de recursos naturais limitados. A esta abordagem contrapõe-se a visão “hiper-cultural”, que no caso das sacolas pode ser representado pela adoção de soluções como o Furoshiki que, a partir de um produto tradicional, pode representar uma solução adequada às necessidades atuais. Trata-se, desta forma, de uma solução baseada na adequação do produto, considerando-se aí uma necessidade expressa de transporte de mercadorias, mas também na oportunidade de apropriação de um produto cuja expressão cultural aproxima seus usuários de uma nova forma de uso para um produto baseado na tradição.

A opção pela adoção da Furoshiki, longe de representar um retorno a uma antiga realidade, demonstra que tecnologia e cultura não são excludentes entre si, mas sim complementares em suas aplicações voltadas à melhoria das condições de vida da população.

Referências

AFONSO, C. M.sustentabilidade: caminho ou utopia? São Paulo: Annablume, 2006.
AZEVEDO, P. S.; NOLASCO, A. M. Requisitos Ambientais no Processo de Desenvolvimento de Produtos em Indústrias de Móveis Sob Encomenda. São Paulo, 2009.
BAUMANN, H.; TILLMAN, A. The hitch hiker’s guide to LCA: An orientation in life cycle assessment methodology and application. Londres: Studentlitteratu, 2004. 543 p.
CARVALHO, P. G. C. A. Aplicação do programa SimaPro na Avaliação do Impacto ambiental causado na Produção e Exploração Offshore de Petróleo. Rio de Janeiro: UFRJ/EQ, 2008. 64p.
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