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Eco-cycology + Maquiavel

11 de January de 2012

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=3435

Já tem algum tempo que anunciaram, e agora enviaram novamente no e-mail. Em todo caso, como diria minha irmã geek, “vamos sharear”!

Segue na íntegra uma das 12 tendências de consumo cruciais de 2012 pelo trendwatching.

4. ECO-CYCOLOGY

Qual é a sequência da reciclagem? As marcas vão recolher todos os seus produtos (e reciclá-los de maneira responsável e inovadora).

Enquanto passam por momentos de recessão, os interesses econômicos costumam se sobrepor às causas ecológicas, deixando a busca por um estilo de vida mais sustentável como assunto para o futuro. Nós escolhemos uma tendência “verde” (entre muitas) para esta lista de 2012: o fenômeno das marcas que ajudam os consumidores a reciclar ao recolher peças antigas dos compradores para então fazer algo de fato construtivo com elas.

Afinal, como o nosso recente Trend Briefing sobre RECOMMERCE (RECOMÉRCIO) apresentou, os consumidores estão cada vez mais cientes do valor financeiro de suas compras passadas, mas não só: conhecem também o valor material e ecológico das “coisas”. Insira [aqui] o seu próprio ângulo eco-generoso. Nós apelidamos essa reciclagem turbinada e abrangente de “ECO-CYCOLOGY”. Às vezes estimulados por novas legislações*, outras vezes por marcas que têm uma luz (sim, isto acontece), estes programas não deixam nenhuma desculpa para os consumidores não reciclarem em 2012.

* A mentalidade da ECO-CYCOLOGY é mais do que apenas um fenômeno conduzido pelas marcas; ao perceber sua importância, diversas cidades ou estados dos EUA (San Diego, Seattle e San Francisco, para citar algumas) estabeleceram suas próprias lei de reciclagem obrigatória. Da mesma maneira, o Parlamento Europeu votou em legislação mais rígida sobre o descarte de lixo eletrônico, exigindo que cada país recolha quatro quilos de e-lixo por cidadão até 2012 e que processe 85% de todos os dejetos eletrônicos até 2016.

Exemplos:

  • Como parte da Iniciativa Common Threads (Fios Comuns) da marca de roupa para atividades ao ar livre Patagônia, dos EUA, qualquer peça comprada da marca que tenha chegado ao fim de sua “vida útil” poder ser devolvida para que seja reciclada e transformada em novas fibras ou tecidos. A empresa afirma ter recuperado até agora 45 toneladas de roupas para reciclagem, e de ter transformado 34 toneladas em roupas novas.
  • O esquema Reuse-A-Shoe (Re-use-o-Sapato) da Nike coleta e recicla tênis gastos da marca, assim como restos do processo da produção dos calçados. O sapato velho é fatiado, separado e moído em um material chamado Nike Grind, que é então usado para criar superfícies atléticas e de playgrounds, assim como diversos produtos da marca.
  • A marca francesa de cosméticos Garnier estabeleceu parceria com a instituição beneficente ambiental dos EUA Terracycle em abril de 2011 para organizar o programa Personal Care & Beauty Brigade (Brigada da Beleza e dos Cuidados Pessoais). A brigada se ofereceu para recolher e reciclar de graça todos os produtos relacionados a cuidados pessoais e a beleza entre cidades norte-americanas, onde os participantes podiam reciclar embalagens de cosméticos (e receber em troca pontos ou dinheiro). As embalagens descartadas são então usadas para produzir equipamento de playground por todos os EUA. Sacolas cheias também podiam ser enviadas de graça pela UPS, com todo o custo pago pela Garnier.
  • A Dell tem o Dell Reconnect em parceria com a Goodwill Industries. O esquema permite que os usuários levem seus equipamentos elétricos de qualquer marca para uma das mais de 2.200 locações participantes da Goodwill nos EUA ou no Canadá, onde então são reparados ou reciclados.

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“O príncipe”, de Maquiavel, um dos livros que mais influenciaram os estadistas após sua publicação. Essa edição tem um prefácio de Napoleão Bonaparte. Maquiavel é o autor da clássica “os fins justificam os meios” que, grosso modo quer dizer, meios nem tão bons justificam bons fins.

Eu pergunto: e aí? O consumidor deve ser incentivado pelas grandes corporações a devolver seu produto?

Se sim, de que forma? 

É ético a empresa incentivar o cliente com algum desconto promocional sobre a compra de um novo produto ao devolver um velho?

Qual a vantagem para o consumidor em devolver algo que ele comprou?

A empresa deve pagar ao consumidor pelo retorno do produto à mesma?

Como educar o consumidor a consumir menos e ser responsável pelo descarte de seus produtos?

Até que ponto o consumidor deve ter sua moral conduzida pelas grandes corporações?

Em todo caso, o retorno do produto ao seu ciclo de vida (como no processo de reciclagem) é fundamental. E, com essa finalidade, é válido parafrasear Maquiavel, “os fins justificam os meios”. A condução da moral do consumidor pelas grandes corporações muitas vezes não é ética (baseia-se no incentivo pelo dinheiro, comprando um ato do consumidor), mas é válida pela finalidade da reciclagem e, por conseguinte, da redução do impacto ambiental de um produto em seu ciclo de vida.

One Comment leave one →
  1. 11 de January de 2012 12:53 PM

    São iniciativas, o que resta é esperar e continuar contribuindo para o planeta.

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