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Fardas da PMMG: parte 01

23 de January de 2012

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=3535

Cá estamos, com dois trabalhos sobre as fardas da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para entregar até o dia 30 deste janeiro. Logo agilizo uns posts sobre ética x moral, militarismo (aliás, vocês observaram como continua forte a estética do militar na semana de moda? Tem uns que chamam isso de falta de criatividade no desenvolvimento de produto, afinal, estéticas como navy, rock e militar, são beeem comerciais, isto é, facilmente assimiláveis ao gosto da massa), un ratito de história da PM, psicologia das roupas, moda masculina, história do fardamento, etc.

Abaixo, um pouco do meu trabalho… Analisando os pontos críticos das fardas da PMMG, dentre otras cositas más.

Os pontos em vermelho são os “caroços” do meu “angu”, ou, na empolada linguagem técnica, aí está a problemática da percepção de conforto, do ponto de vista da ergonomia cognitiva, em relação ao trabalhador. 

Aliás, falando em polícia, acabei de ver uma imagem que remete ao ato de policiar um trabalhador em uma empresa, ou um cidadão em um aeroporto and so on. A bolsa abaixo satiriza a verificação de pertences pessoais por autoridades, isto é, o policiamento do comportamento moral, que intimamente incomoda (gera desconforto) de quem é abordado para ter sua bolsa aberta (um agravante no caso do sexo feminino,  pois a história da moda das bolsas faz toda uma analogia com essas sendo uma extensão da intimidade das mulheres, ou seja, abrir a bolsa para um estranho é, como dizer?, algo como “desnudar”, despir-se a um estranho, e ainda ser avaliada moralmente por isso, “o que você carrega na bolsa é bom ou mau para a sociedade”, pra colocar os termos assim numas categorias axiológicas, enfim).

Tradução: “Esta bolsa contém uma arma, uma bomba, uma faca muito grande e um tanto de drogas”.

Bem, ao longo do dia, pretendo continuar contextualizando as fardas da PMMG…

4 Comments leave one →
  1. joao permalink
    16 de February de 2012 9:09 PM

    Cadê a porcaria do fardamento novo!!! falou falou e nada!!!! vamos ver oque saiu né?

    • 17 de February de 2012 4:12 PM

      João,

      eu não sou responsável pelo fardamento da PMMG; apenas fiz pesquisa (científica, na UFMG) sobre o mesmo. Se você é da PM, provavelmente sabe a quem reclamar sobre o fardamento novo.

      Abs,

      Luciana

  2. leonardo permalink
    28 de July de 2012 11:53 AM

    luciana,sou policial militar e a farda nova apresentou alguns detalhes que podem prejudicar o policial no serviço cotidiano operacional, como aquela saia que fica para fora do cinto,alem de alterar a estetica da vestimenta, poderar deixar o policial preso a arrames,objetos pontiagudos quando for necessario a transposiçao de obstaculos. nesse fardamento convencional usado hoje em dia, eu costuro a calça junto a gandola formando um macacao, tendo as vestes uma fixaçao melhor ao corpo. a calça usada,na minha opiniao, somente deveria ter no brim proteçao nos joelhs,tipo calça de goleiro, e se possivel uma respiraçao melhor. particularmente nao fiquei satisfeito com a proposta de fardamento apresentado por voces.esperava mais.

    • 30 de July de 2012 9:49 AM

      Bom dia, Leonardo,

      fiquei encantada com o seu comentário; reforça algumas coisas que eu vinha pensando sobre as fardas. Brevemente, gostaria de lhe dizer que:

      1) eu não tenho participação no desenvolvimento de fardas da PMMG. Eu comecei a analisar o fardamento B1 antigo (gandola para dentro da calça) no mestrado em Engenharia de Produção da UFMG. Nesse tempo (ano de 2011), a PMMG me permitiu fazer várias análises, verificações, etc., o que foi muito legal. Porém, a mesma PMMG omitiu que havia um novo projeto de fardas a ser lançado em breve (meados de 2012) – logo meu trabalho de pesquisa estaria desatualizado. Fiquei sabendo ao acaso de como seria o novo fardamento – infelizmente, mudanças para piora do mesmo. E infelizmente também, tive que mudar meu tema de mestrado (agora são jeans, nada com fardas).

      2) concordo com você em tudo. Esses detalhes prejudicam o serviço. A sua ideia de um macacão é excelente (e falo isso na qualidade de quem leciona no Design de Moda da UFMG), ela deveria ser seriamente considerada em uma nova proposta de fardamento.

      3) eu também esperava mais das fardas. É lamentável que uma instituição séria e de respeito como a PMMG omita um projeto de fardamento de pesquisadores da UFMG; lamentável também que proponha um fardamento próximo ao do exército (uma militarização do vestuário atendendo a uma percepção de funcionalidade parcial de vestuário) e que as mudanças não resolvam todos os problemas de projeto das fardas.

      Enfim, resmungar não resolve as coisas. Pretendo em breve publicar os meus estudos sobre o fardamento (inclusive relatando essa problemática das mudanças das fardas) em uma revista de alto impacto internacional na comunidade científica de design, e assim expor esse problema para outros pesquisadores do mundo. Sua ideia do macacão certamente será mencionada como registro de uma tipologia de uso que atende o usuário/policial em seu vestir. Agradeço imensamente sua contribuição.

      Abs,

      Luciana Duarte

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