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Dicas da Maria Zélia e da Edilaine: Pólo Probio, encauchados e folha fumada brasileira + folha defumada líquida

15 de March de 2012

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=3374

Os comentários (e e-mails) dessas pessoas foram tão bons que merecem destaque como post. Amanhã vou encomendar meus encauchados (to pensando em uma bolsa; aproveitar que a estética indígena está bem na moda), diretamente do Acre.

Encauchados vegetais da Amazônia, do Pólo Probio (estado do Acre).

Encauchados vegetais da Amazônia, do Pólo Probio (estado do Acre).

De acordo com a Maria Zélia,

Os Encauchados são realmente uma tecnologia social, não só dos índios, mas também dos seringueiros, ribeirinhos, quilombolas, desde que morem na Amazônia e tenham seringueiras nativas em suas áreas de floresta preservada. É uma tecnologia simples, barata, que não depende de máquinas para transformar o látex em produtos de mercado. Por isso é que as populações locais se empoderam, pois os produtos prontos são comercializados diretamente por eles, sem intermediários.
A foto acima apresentada como encauchado contendo tecido é uma manta de látex e fibras vegetais, sem tecido, com pintura artesanal, produzida pela comunidade da Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema, localizada em Sena Madureira no Acre. Trata-se de uma das 48 comunidades que trabalham no projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia, onde o Poloprobio atua no repasse dessa tecnologia, com vários parceiros, incluindo a Petrobras, o CNPq, a Universidade Federal do Acre e a Universidade Federal do Pará. Mais detalhes em http://www.poloprobio.org.br

É uma sacanagem o que estão fazendo com os povos da Amazônia.

Muitos interesses escusos de grupos políticos dominantes e empresários de má fé. Usam muitos conhecimentos das pessoas humildes que vivem na floresta e não tem malícia pra perceber que estão sendo usurpados,  especialmente os indígenas que tem conhecimentos milenares.
Quanto aos produtos, estão a venda na Casa do Artesão, em Rio Branco-Acre  (Carlos Taborda fone  (68) 3223 0010) e no Espaço São José Liberto (polo joalheiro), em Belém-Pará (fone 91 3344 3537, 91 3276 1934) ou ainda diretamente na comunidade da RESEX do Cazumbá ( Leonora Siqueira Maia, 68 9636 4612-oi ou 91 8100 9388-tim).
O Poloprobio não comercializa, repassa a tecnologia e as comunidades comercializam diretamente e livremente. Qualquer duvida acesse a página do Poloprobio www.poloprobio.org.br
Atenciosamente
Maria Zélia Machado Damasceno

Produtos em Folha Fumada Brasileira (FFB) feitos pelo José Rodrigues Araújo. Em 2005, ele foi até a cidade de Assis Brasil, fronteira com Iñapari, no Peru, e fez um curso de Folha Defumada Líquida (FDL), administrado por professores e técnicos da Universidade de Brasília com apoio do Ibama de Rio Branco. Leia mais aqui.

Produtos em Folha Fumada Brasileira (FFB) feitos pelo José Rodrigues Araújo. Em 2005, ele foi até a cidade de Assis Brasil, fronteira com Iñapari, no Peru, e fez um curso de Folha Defumada Líquida (FDL), administrado por professores e técnicos da Universidade de Brasília com apoio do Ibama de Rio Branco. Leia mais aqui.

E de acordo com a Edilaine,

Além dos Encauchados, há os novos encauchados explicado pela Zélia e se produzem diferentes tipos de mantas na Amazônia, como o Tecido da Floresta em Rondônia, a FFB ( folha fumada brasileira), O “couro vegetal” da antiga TREETAP e os laminados industriais no oeste Paulista, bem como já há FFB produzida industrialmente.
O importante é que cada um tem sua patente registrada de formulação e nome diferente e embora todas utilizem polímero natural, há mercado para todos os produtos e as características de um produto comparada a outro são extremamente diferentes.
Um produto feito na floresta apresenta a característica artesanal diferente do industrial, é isto é obvio somente no olhar o produto.
Acredito que o para o desenvolvimento sustentável do Brasil todos são muito importante.
Desde que não se venda gato por lebre.
O Látex cultivado também é importante porque substitui pastagens que agridem mais e geram menos postos de trabalho.
O que não é justo é dar o nome “made in Amazônia” a um produto de cultivo em outra região.

—————

Tese de doutorado excelente relacionada, do Centro de Desenvolvimento Sustentávelda UnB. VANTAGEM COMPETITIVA DO ECOSSISTEMA NA AMAZÔNIA: O CLUSTER FLORESTAL DO ACRE, Ecio Rodrigues.

E tudo que eu queria era o e-mail do prof. Floriano Pastore!! Já varri lattes, site da UnB e nada! Precisava conhecer a técnica que ele inventou (e pela qual recebeu o Terceiro Lugar no Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente 2006) sobre FDL, folha defumada líquida.

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