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Dica da Silvia: projeto para reutilizar retalhos

12 de July de 2012
Resíduos têxteis sólidos, mais conhecidos como retalhos.

Resíduos têxteis sólidos, mais conhecidos como retalhos. Nas confecções, os retalhos originam-se principalmente dos off-cortes de moldes infestados (isto é, os negativos, as contra-formas das roupas quando são infestadas e cortadas).

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=4835

No começo de agosto, irei ao VII Congresso Nacional de Engenharia Mecânica (em São Luís do Maranhão) apresentar o trabalho que venho desenvolvendo no Depto. de Química da UFMG (e que está disponível neste link): Desenvolvimento de Compósitos Sustentáveis à base de Resíduos Têxteis.

Segundo informações de 2004 fornecidas pela Abit, o Brasil é, no cenário mundial, o 6º maior produtos de têxteis  (auto-suficiente em algodão, produz 7,2 bilhões de peças de vestuário por ano), o 2º maior produtos de índigo, o 3º maior de malhas, o 5º maior de confecção, o 7º maior de fios e filamentos e o 8º maior produtor de tecidos (Cobra, 2007, p. 20).

Se já é impressionante o volume de resíduos têxteis (como retalhos) que o Brasil gera, mais impressionante ainda é saber que algumas das principais empresas recicladoras de têxteis do país (muitas localizadas em Santa Catarina e Paraná) IMPORTAM resíduos de outros países (pelo menos oito países, até onde eu sei) como insumo para sua produção. É de cair o queixo.

Tanto retalho indo para os lixões e aterros sanitários! E o Brasil ainda importa esse lixo de outros países. Por que? Mecanismos de coleta de retalhos são incipientes em nosso país.

Tanto retalho indo para os lixões e aterros sanitários! E o Brasil ainda importa esse lixo de outros países. Por que? Mecanismos de coleta de retalhos são incipientes em nosso país.

Diante desse cenário – nada auspicioso – surgiu um projeto (que não é o meu) para que o Brasil reutilize seus próprios retalhos. A notícia está disponível neste link e segue na íntegra:

Projeto de SP visa reutilizar retalhos de tecido para evitar desperdício

Em 2011, Brasil importou 13 mil toneladas de retalhos, apesar de ter gerado 175 mil. Ano passado, apenas 36 mil toneladas foram reaproveitadas na produção de barbantes, mantas, novas peças de roupas e fio.

Na lista de agressões ao meio ambiente existe uma que a maioria das pessoas ignora, mas, indiretamente, quase todo mundo acaba patrocinando.

Bom Retiro, no centro de São Paulo, é um dos maiores pólos da moda no Brasil. Mas o bairro não é só vitrine. Lá, quase todo mundo que vende roupa também fabrica.

Todos os dias, cedinho, o tecido que sobrou da produção é tratado de outro jeito.

“Jogo fora, aí passa o lixeiro, recolhe. Quando não passa o lixeiro, os catadores passam e pegam”, conta o dono de confecção Levi da Silva.

Assim como o plástico, vidro, papel, retalho de tecido é lixo que não é lixo, porque pode ser reaproveitado. Agora, difícil é entender porque, no Brasil, a gente joga ele fora e compra retalho de outros países para reaproveitar.

Em 2011, o Brasil importou, principalmente da Europa, 13 mil toneladas de retalhos. Isso porque das 175 mil toneladas geradas em 2011, só reaproveitamos 36 mil na produção de barbantes, mantas, novas peças de roupas e fios, como os que são produzidos em uma fábrica no interior de Minas Gerais.

“Nós usamos 500 toneladas para produzir mais ou menos 400 mil quilos de fio, 20 mil quilos por dia”, diz o empresário Gianpaolo Bonora.

O que sai da maioria das confecções acaba misturado com lixo comum e, nos aterros sanitários, estima-se que a poliamida, ou nylon, demore 40 anos para se decompor. O poliéster, 100 anos.

Um projeto lançado em São Paulo pretende implantar uma coleta seletiva para esse tipo de material começando pelo Bom Retiro para, quem sabe, inspirar outras cidades do Brasil.

“Daria para exportar produtos reciclados até e não importar. Como as confecções são muito pulverizadas pelo país e são geralmente pequenas e microempresas, o grande desafio é organizar essa coleta e depois organizar as cooperativas de separação desses materiais. Separação e reciclagem”, aponta o presidente da Sinditêxtil de São Paulo, Alfredo Emílio Bonduki.

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