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Rumos da Natura, além da sustentabilidade

10 de September de 2012

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=5232

Recentemente, estive em um evento em que um alto gerente da Natura pintava a seguinte linha do tempo:

Anos 50 – 60

  • valores sócio culturais
  • go ahead!
  • nada é suficiente
  • estabilidade
  • dependência
  • sacrificar tempo por metas
1950

1950. Tudo bem, tudo certo, no mais é aposentar!

Anos 70 – 90

  • sinais de mudança
  • get smart!
  • suficiente é suficiente
  • nada é para sempre
  • independência
  • agenda fora de controle
O indefectível cubo-mágico dos anos 1980: gira pra lá, muda pra cá, mas continua o mesmo cubo multicolorido.

O indefectível cubo-mágico dos anos 1980: gira pra lá, muda pra cá, mas continua o mesmo cubo multicolorido.

Anos 90 – 2000

  • novo paradigma
  • get a life!
  • o que é suficiente?
  • novos modelos de contratos sociais (família / trabalho)
  • interdependência
  • tempo = novo luxo
1990: get a life on videogame.

1990: get a life on videogame.

O cara ainda argumentava o seguinte:

Dentro de 5 a 6 anos, o consumidor brasileiro já terá assimilado a relevância da sustentabilidade, de se preservar a Terra, etc. Isso não será mais um diferencial competitivo para as empresas. Assim, como inovar depois da era da sustentabilidade? A Natura pretende criar um fluxo de experiências de bem estar bem que ultrapassem as expectativas de nossa rede de relações.

Natura: menos comunicação sobre as relações com a natureza, mais comunicações sobre as pessoas em rede.

Natura: menos comunicação sobre as relações com a natureza, mais comunicações sobre as pessoas em rede.

O que ele quer dizer com isso?

Nada que a gente já não venha pesquisando há uma década: criar experiências por meio da co-criação, da participação do cliente/usuário em projetos da empresa (sejam projetos de produtos, sejam projetos sociais ou ambientais). Muitas vezes é uma “pseudo-participação”, em que o usuário acha que tem alguma liberdade genuína em suas ações/escolhas, mas na verdade ele está sendo conduzido por opções da empresa.

Leia mais sobre algo semelhante: Dica do Ravi: mass customization / customização em massa

Eu me arrisco a propor o futuro:

Anos 2010 – 2020

  • muita fumaça, mas ainda não se vê o fogo
  • get together!
  • nosso é suficiente
  • neoconservadorismo / estabilidade forçada e ilusória
  • transdependência
  • tempo compartilhado (isso aqui é muito importante)
Muita fumaça (efemérides) compartilhada.

Muita fumaça (efemérides) compartilhada.

Sem maiores explicações. As pessoas tendem a distinguir as coisas em linhas do tempo (uma forma simples de organizar fatos, pressupondo uma evolução – o que nubla a percepção para admitir uma involução, por ex.) e tendem a distinguir em duas categorias axiológicas (isso x aquilo, bem x mal, feio x bonito, dependência x independência), que por vezes sobrepõem-se com novas atribuições/valores (interdependência x transdependência), “vinho velho em garrafa nova”. Isso é uma alienação, afinal  as coisas coexistem em sistemas equilibrados pelo existir e não pela percepção. E as grandes empresas continuam ganhando tufos de dinheiro conduzindo a nossa percepção para suas realidades de marca, produtos e projetos.

Eu não aceito nada disso como verdade absoluta, isso é só o maisntream, a corrente mais visível, óbvia ululante. Tem muito mais além dessas categorias simplórias e linhas sucintas.

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