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Parte 03: o processo produtivo

20 de October de 2012

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=5550

Antes de mais nada:

Parte 01: a proposta da cadeira

Parte 02: o processo criativo

Ok, agora sim, podemos prosseguir.

Tive uma semana para fazer a intervenção artística na cadeira. (Sim, Arte, porque apesar de ser uma mostra de Design, agregava artistas e designers, e devíamos propor uma ideia para um objeto pré-manufaturado que não necessariamente deveria ter função de assento, mas que servisse como um objeto capaz de comunicar conceitos).

Comecei triturando os retalhos em um moinho de facas (usado para cortar sementes e plantas).

O moinho de facas aberto, com os retalhos de jeans doados pela Patogê.

O moinho de facas aberto, com os retalhos de jeans doados pela Patogê.

Close nos retalhos sem triturar e no pó do retalho já triturado.

Close nos retalhos sem triturar e no pó do retalho já triturado.

Agora vamos ver a cara dos materiais:

Jeans triturado e resíduos de madeira da própria cadeira (foram doados pelo Senai Cedetem).

Jeans triturado e resíduos de madeira da própria cadeira (foram doados pelo Senai Cedetem).

Três metros de tule azul claro e dois metros de tela de plástico.

Três metros de tule azul claro e dois metros de tela de plástico.

E ainda havia o látex. Assim, comecei a colar o jeans triturado na cadeira. Deu trabalho.

Vista lateral do meio do processo.

Vista lateral do meio do processo.

Vista de ponta cabeça.

Vista de ponta cabeça.

Fez muita bagunça. Mas eu trabalho sempre com máscara de proteção, óculos de segurança e jaleco. Cabelo em coque e brinco pequeno.

Bonito o traje não fica, mas fica seguro. E a gente sempre se diverte - aí, no caso, com um cabelo jeans!

Bonito o traje não fica, mas fica seguro. E a gente sempre se diverte – aí, no caso, com um cabelo jeans!

A cadeira aqui já tinha ganhado sua barriga de grávida, feita de tule, em que dentro estava o pó dos retalhos e o pó de madeira. Depois, fixei cortes de tule no alto do encosto.

A cadeira aqui já tinha ganhado sua barriga de grávida, feita de tule, em que dentro estava o pó dos retalhos e o pó de madeira. Depois, fixei cortes de tule no alto do encosto.

Cortei os retalhos em tiras de 2 a 4 cm e passei-as na tela aramada, de modo a estruturá-la como um cilindro.

Cortei os retalhos em tiras de 2 a 4 cm e passei-as na tela aramada, de modo a estruturá-la como um cilindro.

Por fim, colei as partes cilíndricas, com retalhos de jeans transpassados, no final das partes de tule.

Por fim, colei as partes cilíndricas, com retalhos de jeans transpassados, no final das partes de tule.

Bem, a cadeira estava pronta para ser transportada até a exposição. Eu precisaria terminar de montá-la no local, por causa dos resíduos soltos.

E foi o que fiz:

Últimos retoques de retalhos colados, cobrindo toda a madeira visível.

Últimos retoques de retalhos colados, cobrindo toda a madeira visível.

Salpiquei os restos de madeira nas formas cilíndricas.

Salpiquei os restos de madeira nas formas cilíndricas.

Fiz muita, muita, muita bagunça. No próximo post, mostro o resultado final da cadeira de resíduos têxteis para a IV Bienal Brasileira de Design.

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