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Pico da Bandeira: vem comigo!

30 de October de 2012

LEIA ESTE POST NO NOVO MODA ÉTICA:

http://modaetica.com.br/?p=5654

No dia 25/10, fomos eu e Bruno, subir o Pico da Bandeira, pelo Alto Caparaó-MG.

O namorado (discípulo rebelde de Glauber Rocha, aquele de “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”) editou o vídeo abaixo, bem despretensioso e com uma piada espontânea nossa no final. Taí também uma oportunidade dos mais curiosos conhecerem a pessoa fashion, metidona e calculada que vos fala:

Viagem tranquila, caminhada agradável e sem grandes surpresas (salvo a parte em que eu andei por cima de uma cobra sem perceber e estressei com Bruno porque ele queria fotografar em close o bicho).

Bem, para não ficar com ares de “meu querido diário”, seguem tópicos de infos que julgo úteis a quem se interessar nesse tipo de viagem:

  • hospedamos 2 dias na Pousada Montanhas do Sol, que tinha umas cachoeirinhas atrás;
  • o tempo estava muito úmido e chuvoso, e não é recomendável fazer o passeio clássico: entrar no Parque às 22h, subir o Pico de madrugada e acampar por lá para ver o sol nascer sobre todas as outras montanhas e nuvens;
  • um guia custa 150 reais – e, bem, sem querer minar o serviço de guias, mas não é necessário, dado que há marcações amarelas nas trilhas e qualquer neanderthal com instinto de sobrevivência logo vai avistando as tinas amarelas;
  • começamos a subir a montanha sem-fim às 9h30 e chegamos no topo às 12h40 – sem se perder, até porque a gente encontrou um viajante mais experiente no caminho que indiretamente nos conduziu até certa altura;
  • não estava frio no Pico. Só eu usei blusas. Depois de nós (bruno de short e camiseta), chegaram duas senhoras com top e barriga de fora e dois malucos sem camisa. Eu não nem cheguei a usar todas as blusas que levei;
  • levamos 4h para descer a montanha. A descida é pior, por causa da tensão dos joelhos;
  • levei 6 barrinhas de cereal e água – e sobrevivi bem com isso;
  • tem água potável nas fontes pelo caminho – não precisa levar litros de água na mochila;
  • a cidade, de 5 mil habitantes, não tem muita infra-estrutura gastronômica. Nós queríamos jantar bem (nada mais que merecido depois de 7h subindo e descendo pedra e mato, sem almoçar) e felizmente havia UM ÚNICO restaurante fino (Estância Gourmet) na cidade, que muito recomendo inclusive. Comemos um risoto de pato com peras que, agravado pela fome, foi a melhor refeição do ano, rs.

E é isso.

A ideia era mostrar as roupas que fui vestindo e desvestindo ao longo da caminhada, mas ninguém precisa dessas dicas, dado que pode ficar bem com bermuda e camiseta o tempo todo – claaaro, subindo e descendo durante o dia e na primavera/verão.

O Bruno – como é dos “modos de homens” (pra gastar na paráfrase de Freyre) – usou roupas esportivas de marca com tecidos tecnológicos, bem leves e de alta performance. 3 camisetas, 1 bermuda, 1 blusa de frio.

E eu – como é das “modas de mulheres” (pra terminar de citar o nome do livro clássico de moda) – fui com short-saia Mizzuno (pra não ficar baranga de bermuda), uma segunda pele preta/transparente (não, eu não precisava, é porque tá na moda), uma regata rosa de algodão M. Officer, uma blusa de manga comprida rosa de poliéster M. Officer, tênis de corrida Adidas e meia. Só isso bastava. Mas eu ainda levei na mochila: um blazer preto de  poliéster, uma blusa branca “de astronauta” Luigi Bertolli, uma blusa corta-vento do Bruno & família, uma calça jeans basicona preta Hering e uma meia-calça preta. E as polainas de lã. E o boné.

Definitivamente: não precisava de mais da metade desse tanto de roupa.

Detalhe: eu mal compro roupa. A maior parte dessas roupas ou tem mais de 10 anos de uso (a mochila da Kipling aí tem 13 anos de uso constante) ou foi presente ou foi doação ou foi brinde (polainas e boné). Slow fashion.

Seguem as fotos do 3º pico mais alto do Brasil (depois do Pico da Neblina e do Pico das Agulhas Negras), que é também o 1º pico mais acessível (não precisa de corda pra escalar, não precisa de facão pra desbastar o mato, tem sinalização na trilha e área de camping – o terreirão – com banheiros com papel higiênico).

Entrada por Alto Caparaó - MG.

Entrada por Alto Caparaó – MG.

O Pico da Bandeira estava bem atrás dessas montanhas anãs de jardim.

O Pico da Bandeira estava bem atrás dessas montanhas anãs de jardim.

Uma boa trilha que tinha uma cobra no meio do caminho - além de vááárias pedras.

Uma boa trilha que tinha uma cobra no meio do caminho – além de vááárias pedras. Naturalmente.

Nós no Terreirão, área de camping.

Nós no Terreirão, onde se escondem os Smurfs.

Vista do Terreirão: área de camping, de pic-nic, com banheiros (com chuveiro, vasos limpos e papel higiênico).

Vista do Terreirão: área de camping, de pic-nic, com banheiros (com chuveiro, vasos limpos e papel higiênico) e lixeiras.

Trilha de pedra.

Trilha de pedra.

Avistando o pico. Aí com o Luiz, prof. universitário de Campinas, praticante de ioga, viajante, engenheiro de telecomunicações e "mestre dos magos" nas horas vagas.

Avistando o pico. Aí com o Luiz, prof. universitário de Campinas, praticante de ioga, viajante, engenheiro de telecomunicações e “mestre dos magos” nas horas vagas.

Panorama.

Panorama.

Essa vista é da metade do caminho.

Essa vista é da metade do caminho.

Vista da metade do caminho.

Vista da metade do caminho.

Topo do Pico da Bandeira.

Topo do Pico da Bandeira.

Frio é psicológico.

Frio é psicológico.

Muita neblina às 13h.

Muita neblina às 13h.

Foto preferida.

Foto preferida.

Uma das cachoeirinhas de trás da pousada.

Uma das cachoeirinhas de trás da pousada.

Um belo riacho que se integrava às cachoeiras.

Um belo riacho que se integrava às cachoeiras.

A viagem foi meu presente de dia dos namorados - 4 meses depois, arranjamos tempo para lazer.

=)

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